MarrocosViagens

Tudo que você precisa saber antes de ir para o Marrocos!

O Marrocos é um país lindo e contraditório: Onde a riqueza e a pobreza, o antigo e o moderno vivem tudo junto e misturado numa loucura difícil de entender e explicar.

No total, passamos 10 dias em Marrocos, tempo suficiente para conhecer um pouco deste país e tirar nossa própria conclusão sobre alguns destaques do que pode e deve se fazer ou evitar. Nossa missão é inspirar e ajudar as pessoas a viajar mais e melhor, então aqui está o nosso guia para sua viagem ser inesquecível pelo Marrocos!

Algumas coisas que você precisa saber antes de ir para o Marrocos e estar preparado para quando chegar la:

Para mim, Marrocos em geral abrevia-se em: Caos, Muvuca, Comida boa e barata, Pessoas amigáveis, Vendedores exploradores, Arquitetura incrível, Produtos artesanais e especiarias.

Visto – Brasileiros não precisa de visto para entrar no país e pode ficar por até 90 dias. . Necessita apenas de um passaporte válido com no minimo 6 meses. Antes de passar pela imigração é necessário preencher um formulário com seus dados pessoais para entregar para o agente junto com o passaporte.

Clima – Devido ao seu tamanho e à sua topografia variada, o Marrocos oferece temperaturas muito diversas. Assim como o clima típico dos países mediterrâneos (verões quentes e úmidos, invernos com chuvas moderadas) nos meses de julho e agosto as temperaturas podem chegar aos 50 graus, é bom evitar esses meses. Tivemos lá em Março e a temperatura estava super agradável, algumas cidades como Fes e arredores estava mais fresco do que Marrakesh que chegou à 28 graus nos dias que passamos por lá, e mesmo que durante o dia seja muito quente a temperatura pode cair bastante à noite, é bom levar um casaco leve para não ter o risco de passar frio.

Língua – As línguas nacionais são o árabe e o berbere. No entanto, o francês, língua oficial durante o período de colonização, é falado pela maioria dos marroquinos. Nós nos viramos com o inglês e o espanhol, e alguns até tentam falar o português. De qualquer maneira é sempre bom aprender algumas  palavras em árabe e ser simpático com os seus anfitriões:

  • Olá (Salam) اسلا
  • Obrigado (shukran) ﺷﻜﺮﺍ
  • Desculpe (aasif) اسف
  • Por favor (‘afak) عفاك
  • Com Licença (smeh līya) اسمح لي!
  • Adeus (lla yemsek ‘la khir) الله يمسك علي خير

Prepare-se para se perder –
Esqueça os mapas eles simplesmente não funcionam direito em Marrocos, especialmente dentro das Medinas, que mais parece um labirinto de comerciantes. Mesmo o Google Maps se perde o tempo todo, por isso, esteja preparado para se perder, e se caso precisar de ajuda, peça para outro turista ou um comerciante, porque se pedir para qualquer outra pessoa na rua, ele vai se passar por bonzinho e prestativo e depois vai cobrar dinheiro por isso. Nesse caso é sempre bom ter moedas para dar à eles!

Negocie o valor com o taxista antes –

Negocie o preço antes de entrar no táxi, e tenha dinheiro trocado para pagar, porque eles vão dizer que não tem troco. Aconteceu conosco de combinar a corrida por 80MAD e na hora tínhamos uma nota de 100MAD e o taxista disse que não tinha troco, eu fiquei dentro do táxi e o meu marido foi trocar para pagar o valor certo. Eles são espertinhos que só eles. Uma corrida dentro de Marrakesh sai em torno de 40 – 60 Mad , o valor que pagamos acima era depois da meia noite, então acho que o valor foi bom.

Desconfie dos Guias Locais
Definitivamente, é ótimo contratar um guia local para ajudá-lo a ter uma perspectiva interna do país e navegar pelos labirintos das medinas (cidades antigas), mas não se esqueça você é um turista e eles querem tirar proveito em tudo. Os guias locais construíram relacionamentos com muitas lojas diferentes e, provavelmente, estão recebendo uma comissão das vendas para te levar lá. E não se engane quando eles disserem que estão tentando ajudá-lo a pechinchar para obter o melhor preço. Conseguimos obter melhores preços sem eles.

Fique longe de estranhos oferecendo passeios gratuitos ou direções –
Mesmo que você não contrate um guia local, haverá muitos locais oferecendo tours enquanto você estiver andando pelos mercados e medinas. Se você for com um deles, você pode acabar completamente perdido! Sim, aconteceu com a gente no primeiro dia em Fes, estacionamos o carro fora da Medina e esquecemos de anotar ou tirar foto do estacionamento, depois do passeio queríamos voltar para o carro e não sabíamos voltar, um menino de uns 15 anos ofereceu ajuda, a medina é um labirinto com varias saídas e cada uma delas tem estacionamento de carros, dizem que são mais de 40, imagina o sufoco. Fomos então atrás do menino que nos fez andar mais de 30 minutos por becos e ruelas dando voltas e voltas, até que decidimos não segui-lo mais, ele disse que estava apenas 2 minutos do lugar, decidimos acreditar nele, até que chegou em outro estacionamento, mesmo assim ele queria 10 euros pela tal ajuda, damos apenas uma moeda de e o despachamos, sério, 10€ eles tentam extorquir o turista ao máximo, e o pior, invés de ter ajudado ficamos ainda mais perdidos, decidimos usar o Google Maps que não funcionava direito, mas que foi a melhor opção, andamos mais uns 10 minutos e achamos o bendito estacionamento. Lembramos de uma mesquita que passamos por ela mesmo na entrada da medina, foi nossa sorte!

Segurança – Não vimos nenhuma anormalidade durante o tempo que passamos por lá, mas houve certas situações que nos deixou com um pé atrás. No primeiro dia da nossa chegada, meu marido me deixou num lugar com as malas e foi estacionar o carro, enquanto eu estava a espera dele, chegou um rapaz e me perguntou se eu ia para o hotel “Tal” disse um nome qualquer de um hotel que não me lembro, eu na inocência disse o nome do nosso hotel, ele disse ok e saiu, depois eu vi ele conversando com outro rapaz que logo se aproximou e disse que trabalhava no hotel que eu tinha dito ao amigo dele, e que me levaria até o hotel porque era complicado achar, (o hotel é  dentro da medina), claro que não acreditei nele e disse que não precisava que estava esperando meu marido e que já sabia o caminho. O Diego chegou e fomos para o hotel! Nesse caso ele não mentiu, quando chegamos no nosso hotel ele estava lá rsrs e era mesmo funcionário do hotel, mas é sempre bom desconfiar né, e principalmente nunca dizer o nome do hotel como eu fiz, e ligar pro hotel antes se caso precisar de ajuda pra chegar la, eles com certeza vão enviar algum funcionário ate você.

Não siga ninguém – Outro caso chato que acontece principalmente nas medinas, é você estar andando e alguém perguntar pra onde você esta indo, como se tivesse que dar explicação pra alguém sabe, mesmo o Google Maps não funcionando direito tentei usa-lo mesmo no offline, e quando alguém via que a gente estava meio perdido, (principalmente aquela molecada que parece que não tem nada pra fazer da vida) perguntava onde que queríamos ir, quando falava eles já diziam follow me, e mesmo recusando a ajuda deles, eles continuavam na nossa frente como se tivesse nos guiando, teve momentos que voltamos pra trás para despista-los, e caso você continue mesmo não querendo a ajuda deles, eles vão pedir dinheiro por isso.

Comida – Nem preciso dizer que a comida foi umas coisas que mais gostei; Marrocos no geral se come bem e barato. A cozinha marroquina evita utilizar os picantes, preferindo os aromas mais suaves. Dizem que para obter um sabor perfeito, não se deve colocar nenhum ingrediente em excesso! Um dos pratos típicos de la é a tajine, um prato que tem mesmo nome do mesmo que é cozido a comida. A que eu mais comi foi a Tagine de frango com azeitonas e limão (o prato nacional marroquino). De sobremesa, a típica laranja com canela e aromatizada com flor de laranjeira. Outro que gostamos foi a tajine de cordeiro com ameixas e borrego com figos e amêndoas (só de escrever deu água na boca!). O cuscuz é o prato mais famoso marroquino. Feito à base de sêmola, ele pode ser servido com carne de frango, vaca, carneiro, peixe ou legumes, tâmaras e outras frutas secas. Normalmente as refeições marroquinas começam com uma sopa, saladas e uma cestinha de pães. Para beber optamos pelo suco de laranja natural.


Dinheiro –
O dinheiro de Marrocos é o Dirham (MAD). Em média, 1 euro é trocado por 11 dirhams. Eu troquei algumas notas no aeroporto e depois fui tirando no caixa eletrônico de acordo que íamos precisando, a maioria dos lugares não aceitam cartões, então sempre tenha dinheiro em mãos. Outra dica – Tenha sempre moedas de 5 ou 10 com você, você vai precisar para quando precisar de alguma informação.

Pergunte antes de tirar fotos ( quase sempre terá que pagar)
Quando você está caminhando pelos mercados, tenha cuidado ao tirar fotos de pessoas e lojas. A menos que você esteja comprando algo, eles podem ficar com raiva de você e até mesmo exigir dinheiro pelas fotos. Quando tiramos fotos dos encantadores de serpentes, pagamos 20 DH. Alguns podem até incomodar você por mais, por isso, é bom primeiro estabelecer um preço antes de tirar uma foto.

 

Saiba dizer não ou berganhar – Quando tiver andando pelas Medinas e principalmente na praça principal “jemaa el fna” você será abordado pelos vendedores o tempo todo e se você entrar numa das lojas vão fazer pressão para você comprar algo e geralmente vão dizer preços altíssimos, se você for comprar algo ofereça a metade do valor pedido, e a partir daí comece a barganhar. Se caso não quiser nada, não se sinta constrangido é só colocar um sorriso no rosto e falar que é o seu primeiro dia e que vai comprar depois ( funcionou bem com a gente :). Na praça as mulheres vão te atacar com jóias e hena. Elas pegam sua mão e começa a desenhar e mesmo você dizendo que não quer lhe dirão que é grátis, mas quando terminarem, farão com que você pague pelo trabalho delas e ainda exigem muito dinheiro. Teve uma que fez isso comigo e pedi pra limpar em seguida, porque alem de não ter gostado do desenho, ela queria 300 Mad (30€), ela se recusou em limpar e ainda me ameaçou, daí eu mesma tirei e fui embora. Não tenham medo, elas não podem fazer nada contra você.

 

Roupas – O Marrocos é um pais muçulmano e lá as mulheres precisam cobrir os braços, as pernas e, em alguns casos, até a cabeça e rosto, deixando somente os olhos de fora. Mas para nós turistas isso não se aplica, mas sempre que visito um pais muçulmano gosto de respeitar as tradições e culturas me vestindo adequadamente, com isso não me sinto constrangida com todos olhando pra mim. Quando fui no mês de março o clima estava ameno, nem muito quente e nem muito frio, com isso aproveitei para abusar dos vestidos e saias longas, evitando decotes e blusas sem mangas.

Mirelle Tome

Autora Mirelle Tome

Mais posts de Mirelle Tome

Join the discussion Um Comentário

Deixe uma reposta

Close
%d blogueiros gostam disto: